14 maio 2016

Eu sofri bullying - Pode piorar? Com certeza pode


*Com essa série de posts eu tenho a intenção de mostrar como o preconceito mexe com a gente de uma maneira que é irreversível e, portanto, a pena de 2 anos para quem comete crimes contra a honra é muito pequena.



Um novo ano começou e eu já não tinha mais fé em ter um ano melhor, ser aceita pelos meus colegas e todo dia antes de dormir eu chorava até me sentir vazia.



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Na minha escola tinham muitos orientais e poucos brasileiros e, os orientais faziam bullying com os brasileiros e os brasileiros faziam bullying com os orientais e eles se uniam para praticar bullying comigo e com um outro garoto, cujo apelido era Formiga.



Logo o Formiga fez amizade comigo e ele era um dos garotos mais gentis que eu conheci e começamos um namoro (de criança).



Basicamente ele carregava a minha mochila de rodinhas da Minnie e ficava comigo até a minha mãe chegar e normalmente minha mãe chegava quarenta minutos depois da aula terminar.



Então os meus colegas começaram a perder o BV (Boca virgem) e logo depois o garoto propôs que a gente perdesse a "virgindade bucal" um com o outro.



Na época, na minha cabeça, eu iria perder o BV no dia do meu casamento e, portanto, eu recusei a oferta, mas isso não fez com que ele parasse de pedir.



 Um dia ele disse que iria ao banheiro e eu decidi ir comprar uma bebida na lanchonete e quando eu terminei de subir a escada eu peguei ele e a Luisa¤ se beijando.



Mais uma vez eu me senti um lixo e logo ele virou amigo dos brasileiros e começou a me zoar junto com os outros e eu criei o meu primeiro blog, Legally Tutty, para ter alguém com quem conversar, mesmo que esse alguém fosse a tela de um monitor velho de um desktop mais velho ainda.



Logo o ano seguinte começou e para não me sentir tão sozinha eu comecei a conversar com os funcionários da escola, eles não me levavam a sério, porque eu tinha 11 anos.



Os donos da cantina mudaram e o diretor criou uma regra estúpida que as crianças da primeira série (segundo ano) á oitava série (nono ano) deveriam esperar os pais chegarem em uma sala.



Todo maldito dia eu era a última a sair da sala e isso criou um novo trauma em mim, depois de onze anos eu ainda não consigo ficar em uma sala sozinha sem ficar deprimida e me sentindo sufocada.



Não bastou um trauma, naquele mesmo ano eu também fui aliciada pelo dono da cantina e, então, a minha mãe decidiu me mudar de escola.



¤ Os nomes foram modificados
 


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