26 agosto 2016

Desfazer-me-ei


Por cada canto que eu passo, eu deixo um pedacinho de mim, me feriram, me machucaram, eu vou me desfazendo como um pano de chão muito velho.

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As pessoas não percebem esse meu processo destrutivo, elas só destroem e não ficam para ver o resultado. O meu coração já pesa de tantos remendos que têm.

Engraçado como a gente sente nesses momentos, é como se cada sentimento pesasse toneladas, como se cada dia fosse um desafio gigantesco, como se viver não fosse algo feliz.

Eu vou tentando me reintegrar, você sabe como é, com certeza você fere porque foi ferido e isso é um reflexo maldito que você estranhamente tem.

Nós éramos felizes, você nos destruiu, você é uma dessas pessoas que me fez puir, meus parabéns, você conseguiu me quebrar em mais cacos.

O sangue pinga nos teus pés, tuas pisadas que deveriam ser invisíveis estão cobertas do meu eu, do meu sangue vermelho bordô que outrora jorrava em minhas veias.

Adeus, eu vou me desfazer um pouquinho mais, me quebrar até que finalmente vire pó, guardar o luto pelos tempos felizes, fazer com que o sofrimento seja tanto até que finalmente cesse.

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